quinta-feira, 14 de julho de 2011

Charges Interessantes



Dramaturga Adelice Souza conversa com leitores da Biblioteca do Rio Vermelho



Ter, 31 de Maio de 2011 16:59

Nesta quarta-feira (08), às 15h, a Biblioteca Juracy Magalhães Júnior, no Rio Vermelho receberá a dramaturga, diretora de teatro e contista Adelice Souza, para participar do projeto Encontro com o Escritor, da Fundação Pedro Calmon/SecultBA. Na ocasião, a escritora discorrerá sobre sua carreira literária e sua vivência no universo das letras e do teatro.

No encontro, os leitores poderão conhecer um pouco mais da vida e obra dessa premiada escritora, que promete abordar o seu modo de ver o mundo e sua transposição para a literatura; passando pela mistura de memória e invenção, lembrança e esquecimento que está presente em toda criação. Para Adelice, o público baiano não conhece os artistas que não estão na grande mídia nacional. Por está razão, iniciativas como essa são necessárias para a promoção dos escritores. “O projeto aproxima quem está escrevendo com quem está lendo. A importância é total. Se existissem vários projetos como esse, a nossa realidade seria outra”, sugere a escritora.

Na visão da convidada, o escritor, assim como todo artista, está pensando o mundo e tentando traduzi-lo em forma de arte. “Encontrar-se com o leitor é uma forma de mostrar para ele o mundo que estamos pensando, como o estamos pensando. Pode ser que aquele leitor se identifique com o que você diz e passe a ser um leitor seu. Pode ser que ele não se identifique e passe a ser um leitor de outro escritor. A literatura ganhará sempre com os encontros”, acredita Adelice.

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segunda-feira, 27 de junho de 2011

CENTENÁRIO DO CASTROALVENSE AURINO TEIXEIRA

Newton Quadros Cairo
Luciano Bernardo




O Centenário de um ser humano constitui sempre um motivo de júbilo.

Desta vez, porém, a alegria se reveste de um significado muito especial, porquanto neste 04 de junho de 2011, nosso querido e ilustre castroalvense Aurino de Azevedo Teixeira alcança este marco memorável, ao completar 100 anos de existência, dedicada, em grande parte, à cidade de Castro Alves, “terra do berço da minha infância, da minha mocidade e da minha velhice”, conforme suas próprias palavras no início de seu interessante livro Informações Históricas sobre a Cidade de Castro Alves, publicado em 1990.

Segundo o escritor Antônio Loureiro de Souza, que honrou a Academia de Letras da Bahia, nascido na heróica Cachoeira, porém cidadão castroalvense, esse livro representa “um hino de louvor à terra onde nasceu, que ele ama e a qual tem servido com desenganado amor”.

Nasceu, portanto, Aurino Teixeira na cidade de Castro Alves, interior da Bahia, no dia 04 de junho de 1911, há exatamente, 100 anos, filho de Plínio José Teixeira, que foi Prefeito de Castro Alves de 1918 a 1920, e de Maria de Azevedo Teixeira. Casou-se com Maria do Carmo Magalhães Teixeira, sua prima, mas não tiveram filhos.


Fez o antigo curso primário em Castro Alves, sendo aluno do Professor Eugênio Anacleto de Araújo e da Professora Elisa Duarte Pereira. Ingressou no Ginásio da Bahia (hoje Central), porém não concluiu o curso.


Em sua terra natal, exerceu as seguintes atividades: Datilógrafo da Prefeitura Municipal, Escrivão do Júri e Execuções Criminais, Tabelião de Notas, Postalista e, finalmente, Telegrafista, cargo em que se aposentou.


Fundou em 1954, o Ginásio São José sob a direção da Professora Lindaura Teixeira da Silva, anos mais tarde, criou a Escola Normal Dr. Antonio Lomanto Júnior.


Político militante elegeu-se vereador, por três vezes.


No período de 1971 a 1973, realizou uma eficiente administração, como Prefeito do Município de Castro Alves, realizando importantes obras, como o Fórum Desembargador Clóvis Leone, obra concluída e inaugurada na gestão do Professor Francisco de Aquino Costa, de saudosa memória.
Como Presidente da Associação de Proteção à Maternidade e à Infância de Castro Alves, transformou o Posto de Puericultura na primeira Maternidade de Castro Alves, com a denominação de General Joaquim Cerqueira Daltro, descendente do General Dionísio Evangelista de Castro Cerqueira, nascido no Curralinho e primo carnal do Poeta da Esperança. O General Daltro foi três vezes Prefeito de Castro Alves, nos períodos de 1926 a 1930, 1932 a 1934 e 1937 a 1938.


Aurino participou com entusiasmo da Campanha do Monumento de Castro Alves, vitoriosa em 14 de março de 1967, com a inauguração da majestosa estátua que parece contemplar os amplos horizontes azuis, no jardim da antiga Praça Duque de Caxias, atual Praça da Liberdade, por iniciativa do castroalvense Newton Quadros Cairo, orador oficial nessa histórica solenidade.
Nosso homenageado é membro fundador da Academia de Letras e Artes de Castro Alves (ALACA), onde ocupa a cadeira nº 01, cujo patrono é o General Dionísio Cerqueira, sendo o decano desse sodalício.


Seu amor à histórica cidade só pode ser comparado à paixão dos saudosos castroalvenses Wilson Lapa Barretto, Juiz do Tribunal Regional do Trabalho e Orlando Pereira Santos, Desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia, além da eterna namoradinha de Castro Alves, Maria Eulina Novaes, nossa querida Morena.


Como exemplo de ternura que Aurino Teixeira devotou à sua terra, transcrevemos algumas passagens, contidas no seu livro já citado: “A ti, minha bela cidade, a minha grande veneração, o meu absoluto respeito; porque eu nunca te fiz chorar; nunca procurei manchar o teu venerado nome, nem deturpar os teus costumes de cidade civilizada e de honrosas tradições de cidade que antes fora Vila do Curralinho, época em que teu nome esteve aureolado de glórias pelo heroísmo e bravura de teus filhos; {...} quando tinhas o Grêmio Lítero-Recreativo de Castro Alves, criado por Hilarino Couto; {...} quando em 1881 assististe a inauguração da Estrada de Ferro que ligava São Félix a Curralinho; {...} quando ainda te envaidecias com os suaves acordes de tuas duas filarmônicas “Lira Popular e Bonfim”, que ainda hoje constituem o maior símbolo do teu passado {...}”.


Refere-se, ainda, com apaixonada emoção, aos “velhos e frondosos tamarindeiros que não existem mais, em cujas sombras o imortal poeta condoreiro cantou os seus versos e os nossos antepassados faziam a conversa de todos os dias, sentados em suas bancadas no bate-papo cotidiano sobre os problemas locais”.


Finalmente dileto castroalvense, receba as homenagens e as saudações de teus conterrâneos e de todos os teus amigos, agradecidos a Deus pela tua merecida longevidade e com os ardentes votos para que possas permanecer ainda um longo tempo no aconchego de teu aprazível sítio denominado “Cerquinha”, nos arredores bucólicos da nossa encantadora cidade!
(Artigo publicado em A Tarde de 03/06/2011)


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Newton Quadros Cairo Professor adjunto aposentado (UFBA). Membro da Academia de Letras e Artes de Castro Alves e da Academia de Cultura da Bahia.

Luciano Bernardo Graduado em História pela Unijorge. Presidente da Academia de Letras e Artes de Castro Alves e Gestor de Facilities Services.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

CURRÍCULO ESCOLAR: UM NOVO CONCEITO

*Luciano Bernardo

Nunca se ouviu falar tanto em currículo escolar quanto nos últimos tempos. Com isso, suscita-se discussões sobre as concepções construídas acerca do seu “conceito”. Por esse prisma é que se faz necessário recorrer às políticas públicas que ao longo do tempo, por sua vez, imputaram caráter de “textos oficiais” aos programas curriculares adotados pelo segmento escolar. Marilena Chauí, uma das mais renomadas filósofas do país, associou o conceito de currículo à burocracia do Estado que legisla, regula, e, sobretudo, controla todo o trabalho pedagógico (apud ABUD, 1998). Dessa forma, implica-se para ela, na ausência do professor e do próprio aluno no processo de elaboração, implementação e aplicação dos currículos nas escolas de nível fundamental e médio por órgãos oficiais.
Com efeito, a partir da observância dessa ausência, a meu ver, de um lado, restringe a produção do conhecimento no universo do cotidiano escolar como possibilidade premente de transformações sociais. Do outro lado, vê-se fortalecer a disseminação e consolidação de um discurso ideológico e pretensioso no que diz respeito ao controle da ‘educação’ e sua finalidade.
O conceito de currículo, todavia, perpassa historicamente as tentativas hegemônicas acerca das práticas pedagógicas nas escolas a partir de formatações institucionalizadas e dominantes, cujo interesse prioritário está intimamente ligado à idéia forjada de uma escola idealizada pelo Estado como instrumento ao qual Chauí se refere no tocante aos programas curriculares. Ora, se o currículo é tudo que acontece na escola, é, pois, o próprio movimento escolar, daí, portanto, deve ser entendido para além da idéia de um simples documento, mas pensá-lo e resgatá-lo enquanto propostas pedagógicas indissociavelmente ligadas aos programas educacionais como verdadeiros instrumentos transformadores, necessário tanto para a formação quanto para o exercício da cidadania. É importante frisar, que é numa perspectiva de redefinição que devemos pensar o papel da EDUCAÇÃO na sociedade, que justifique e legitime efetivamente a ação pedagógica na elaboração de propostas curriculares respeitando os interesses e anseios dos alunos.
Na busca de um novo conceito de currículo escolar, o rótulo pouco importa, de modo que, tanto faz conceituá-lo das mais variadas nomenclaturas como guia, proposta ou mesmo parâmetro. Seja como for, o essencial, de fato, é que ele cumpra com a sua primorosa função social enquanto instrumento que representa um conjunto de demandas dos alunos na figura do professor no que diz respeito à elaboração e efetivação dos programas curriculares.
No campo histórico, presenciamos no limiar da década de 80 do século passado, o surgimento de uma gama de propostas pedagógico-curriculares no tratamento da disciplina de História tanto para o ensino fundamental quanto para o médio no que tange ao repertório de suas reformulações. Daí pressupunha a participação efetiva dos professores e alunos em oposição às propostas conteudistas, as quais não os reconheciam como agentes defensores de uma educação popular, fundamentada nas idéias da pedagógica da autonomia de Paulo Freire (1996) com caráter humanista capaz de impedir a constituição de uma visão apenas oficial, mas consciente no que diz respeito à indagação: “educar para quê? Libertar ou oprimir?”.
Dessa forma, a autora Kátia Abud em “Currículos de História e Políticas Públicas: os programas de História do Brasil na escola secundária (1998)” aponta para as novas discussões acerca do tema, pois, assiste-se constantemente tentativas centralizadas de forças oficiais em forjar parâmetros para o ensino. Com efeito, notório, segundo a autora, torna-se iminente o aleijamento dos seus principais agentes (alunos e professores), como sujeitos incapacitados de construir tanto sua história como sua vida escolar, enfim, seu próprio SABER. Ademais, não podemos perder de vista que a concepção de currículo não é só o que trabalhar, mas, para quem e como deverá ser constituído. Daí a prudência em compreender que quão grande e meritório é o engajamento do professor e dos demais agentes do ensino na construção dos currículos desde as discussões à elaboração. E, por fim, a efetivação desse poderoso instrumento imprescindível na construção do conhecimento, proporcionando a todos, um espaçamento de socialização de ações efetivas e reais capazes romperem concepções equivocadas em torno do “conceito de currículo” como sendo um mero documento.
De modo geral, o currículo deve ser pensado não fora, mas inexoravelmente dentro da dimensão da própria escola à qual cabe buscar se apropriar de sua realidade no tocante à elaboração e implementação dos programas e ações curriculares, cujo objetivo é suprir às vicissitudes do aluno e não à ideologia e ao controle do ESTADO.
Em suma, é salutar destacar nesse contexto, a contribuição do Ensino de História como disciplina indispensável na formação de uma consciência coletiva, crítica e imune a todas e quaisquer ideologias, garantindo à construção do conhecimento histórico e, sobretudo o fortalecimento do sentimento de cidadania.

* É graduado em História pelo Centro Universitário Jorge Amado e presidente da Academia de Letras e Artes de Castro Alves - ALACA.


REFERÊNCIAS:

ABUD, Kátia. “Currículos de História e Políticas Públicas: os programas de História do Brasil na escola secundária”, in BITTENCOURT, Circe (org.), O Saber Histórico na sala de aula, São Paulo: Contexto, 1998, pp 28-41.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa, São Paulo: Paz e Terra, 1996.

PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS: História / Secretária de Educação Fundamental. 2ª edição. Rio de Janeiro, 2000.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

LYRA TÊNIS CLUBE PODE IR A LEILÃO


A COMISSÃO da campanha "Vamos Salvar o Lyra" informa:

1- Conseguimos algumas vitórias junto à comunidade, à medida que arrecadamos um percentual do valor devido, cerca de 50%;

2- Porém, já fizemos diversas propostas ao Luiz (que colocou o clube na justiça do trabalho), e o mesmo se recusa a um acordo. Isso leva a crer que a intenção é levar o clube a leilão...

3- Colocamos alguns terrenos da parte do fundo para venda, mas como o clube está penhorado, as pessoas até se interessam, mas quando sabem que com a penhora não dá para passar a escritura de imediato, recuam, como medo (e quem não teria numa situação delicada dessas, né?);

Sendo assim, estamos numa campanha para venda dos terrenos, a preço mínimo, aos antigos sócios do Lyra, bem como aos membros da AMICA. Se conseguirmos vender pelo menos 3 lotes (200m2 [10m x 20m]), quitaremos todos os débitos junto à justiça e salvaremos definitivamente o clube (já temos contato com a prefeitura e casa de materiais de construção para a reforma do clube, se Deus quiser, e Ele há de querer)

Destacamos que tais terrenos não inviabilizariam de modo algum o funcionamento do clube e se localizam na Trav da Rua João Moreira (antiga Rua do Grêmio). Tal rua já está formada (água, luz e esgoto) e já possui duas casas construídas e habitadas.

Cada um desses lotes sairia pelo preço mínimo de 15.000,00

DEVEMOS RESSALTAR QUE TAIS TERRENOS ESTÃO AVALIADOS PELOS CORRETORES DA CIDADE EM CERCA DE 25 MIL CADA. ASSIM, QUEM O COMPRASSE PODERIA VENDE-LOS NO FUTURO, GANHANDO MAIS...


Comissão da Campanha "Vamos Salvar o Lyra"
HANILTON, ALDO, NADO, CHICO, EDUARDO, INÊS E DENGO.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

ALACA PROMOVE NOITE DE PREMIAÇÃO E CELEBRA O DIA DA CULTURA

A Academia de Letras e Artes de Castro Alves - ALACA realizou no dia 05 de novembro de 2010 (DIA DA CULTURA), às 20:00h, na Biblioteca Municipal Prof.ª Isabel Matos, localizada no Casarão do Poeta, em Castro Alves/Ba a Solenidade de Entrega do Prêmio Professor Eugênio Araújo e de Premiação do Concurso Literário Prof. Francisco de Aquino Costa (edições 2010).





Profª Avany Mendes, indicação - modalidade "aposentada"

Leandro Souza Cruz, aluno do 3º Ano da escola Polivalente (1º lugar)

Luciano Bernardo ladeado por Noemi Araújo dos Santos e Rafael de Souza Rodrigues, alunos do Colégio Municipal Zulmira Magalhães Nascimento - Distrito do Sitio do Meio (2º e 3º lugar respectivamente)

Na oportunidade, o Prof. Aldo de Oliveira Andrade Júnior, vice-presidente do sodalício castroalvense e também indicado ao Prêmio Professor Eugênio Araújo, proferiu palestra sobre o tema da Edição 2010 do Concurso Literário Prof. Francisco de Aquino Costa - De Curralinho a Castro Alves: 130 anos de História!

Prof. Aldo Júnior, indicação - modalidade "ativa"

Estiveram presentes na solenidade, os ex-prefeitos Reinaldo Barreto Rosa e Diógenes Oliveira, a secretária de educação Edinéia de Jesus, o diretor de educação Valter Matos, o ex-vereador Francisco Alves Rodrigues, o presidente da Filarmônica Lira Popular Ednaldo Melo, diretores de escolas, professores, diversos membros da Viva Vida e comunidade em geral, entre outros.